Um projeto co-criado com as artistas Gabriella Mastrangelo e Artemis Papageorgiou do Entropikalab, e com produção da '4IS – Plataforma para a Inovação Social'. Esta é a primeira ação do LUCity! – Light Urban City! –, um programa de mobilidade de artistas para a criação de instalações luminosas no espaço público, em cocriação com a comunidade local, e ativação dos cidadãos para a ligação entre a arte e o espaço público. Em Portugal, a iniciativa acontece em Santa Maria da Feira (Mercado Municipal), com o artista português Monsenhor enVide neFelibata e o coletivo grego Entropikalab. LUCity! é financiado pelo programa Creative Europe, da União Europeia, e desenvolvido pela 4iS - Plataforma para a Inovação Social (Aveiro, Portugal) em parceria com a House! – Society for People and Places (Maribor, Eslovénia), o Kirklees Theatre Fund – The Lawrence Batley Theatre (Huddersfield, Reino Unido) e Bass Culture (Bari, Itália).O LUCity! Santa Maria da Feira é uma colaboração entre a 4iS - Plataforma para a Inovação Social e a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira: Pelouro da Cultura, Turismo, Bibliotecas e Museus e o Imaginarius Centro de Criação. O LUCity! Santa Maria da Feira é uma colaboração entre a 4iS - Plataforma para a Inovação Social e a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira. A criação apresenta duas abordagens ao espaço do Mercado que se complementam na forma de instalação artística luminosa. Monsenhor explora a sombra e o Entropikalab aborda a luz, dois opostos intrinsecamente conectados. Ainda de mãos dadas, Monsenhor explora o edifício físico (espaço positivo) e suas linhas estruturais enquanto o Entropikalab aborda o vazio (espaço negativo) e o fluxo orgânico do público. Nesta simbiose perfeita o visitante é convidado a atravessar a luz em direção à escuridão e retroceder se assim o entender. Poderíamos dizer que iniciamos a viagem com a beleza mascarada para a crueza acentuada. Monsenhor, ao cobrir de negro superfícies do edifício, realça-nos o volume que o mesmo ocupa no espaço e acentua e faz-nos descobrir as linhas estruturais do edifício. Toda o seu processo de execução foi elaborado numa performance visitável que culmina ainda num ambiente de "construction site" aparentemente caótico que nos alerta para a urgência da recuperação dos monumentos emblemáticos que nos pertencem. Entropikalab, apresenta-nos uma qualidade de organismo geométrico que habita o mercado mas que representa por si mesmo uma nova espinha dorsal do edifício ou o próprio edifício numa reinvenção viva. Da mesma forma, o caos é abordado mas aqui sendo um caos orgânico pela refração da luz natural. Poderemos mesmo dizer que se trata da representação da entropia. O meu modo de pensar a arte urbana é que ela é e deve ser criada para um público bastante heterogêneo e, nesse caso, múltiplas leituras serão percebidas. Consequentemente, a obra de arte deve conter diferentes camadas para esses públicos amplos. Por vezes até significados diferentes e contraditórios são intencionalmente trabalhados uns sobre os outros. Essa é a beleza interior, a profundidade dela. Não estou a sugerir que a arte urbana deva ser algo hermética nem de difícil sompreensão. Estou a afirmar que a obra deve levar a um diálogo entre artista e espectador e entre os diversos espectadores.